domingo, março 25, 2007

Comer belgas pela primeira vez

Começo este post por dar os parabéns à selecção nacional de râguebi.
Uma derrota por 18-12 em Montevideu foi suficiente para garantir a presença no Mundial de França em Setembro.
Os "Lobos" tinha ganho por 7 pontos em Portugal e os 6 de diferença no Uruguai deram uma vantagem preciosa que colocou os "tugas" pela primeira vez numa fase final do Mundial.


Por cá, a selecção principal de futebol recebeu os belgas.
Num ambiente bastante tenso devido às declarações (empoladas ou deturpadas, não se sabe) do guarda-redes belga, já na chegada ao aeroporto da Portela tinha havido "batatada".
A impresa desportiva não quis colocar água na fervura e ajudou a piorar os momentos que antecederam a partida.
Scolari, por seu lado, tentou serenar as hostes e apelou à calma e ao fair-play.
A capa do Record era algo de ridículo e esteve ao nível das supostas afirmações de Stijnen, o "keeper" da Bélgica que falou em algo como colocar Cristiano Ronaldo K.O. logo nos primeiros minutos de jogo e depois reformulou dizendo que apenas queria dizer que podia ser necessário "partir alguma tíbia".

Violência com violência, de arrumar Ronaldo e partir tíbias passou-se para uma "sova".



Scolari surpreendeu, já que se esperava que entrassem de início Hugo Viana e Hugo Almeida.
Os Hugos ficaram no banco e para o seu lugar entraram João Moutinho e Nuno Gomes.
Boas escolhas, como se pode ver no final do jogo, já que os dois construiram o lance do primeiro golo: Moutinho centrou, Nuno Gomes empurrou para o fundo das redes.
Nos primeiros instantes da partida pareceu-me notar alguma dislexia por parte dos belgas. Quaresma foi sucessivamente ceifado! Era suposto ser o Ronaldo, não?
Golos só na segunda parte.
Primeiro foi o tal golo de Nuno Gomes, depois, um cruzamento de Quaresma apanhou o guardião belga mal posicionado e Cristiano Ronaldo aproveitou o brinde para cabecear para o segundo. O terceiro foi um monumento ao bom estilo de Ricardo Quaresma: recebeu, dominou com uma finta fazendo passar a bola de calcanhar para o seu lado esquerdo e depois com uma trivela fabulosa deixou o estádio inteiro a ver a bola aninhar-se no fundo da baliza.
Para terminar, Ronaldo fez duas ou três "bicicletas", puxou para o seu pé esquerdo e rematou sem hipóteses para Stijnen.
4-0!
Pontos negativos: o público constantemente a apupar os belgas. Uma primeira parte sem golos.
Pontos positivos: a atitude dos jogadores em campo. Os belgas não foram violentos, os portugueses jogaram bem na primeira parte e muito bem na segunda. No final do jogo houve uma troca de palavras amigável entre Ronaldo e Stijnen.

Nos portugueses, as laterais estiveram bem ocupadas, até Paulo Ferreira, pouco utilizado no Chelsea, esteve em bom plano. Miguel esteve sempre bem a defender e a atacar.
Ricardo Carvalho e Jorge Andrade tiveram poucas falhas e quando falharam Ricardo disse "presente" e defendeu com nível.
No "miolo", Moutinho mostrou o porquê de ser sempre utilizado no Sporting, jogando e fazendo jogar, Tiago fez talvez a sua melhor exibição com a camisola das quinas, Petit fez o que lhe cabia e confirmou o excelente momento de forma.
Quaresma foi brilhante, Cristiano Ronaldo também, embora não tanto quanto o seu companheiro da ala oposta.
Nuno Gomes marcou e foi talvez a unidade menos activa e visível.
Meira entrou e esteve muito bem especialmente nas trocas rápidas de bola com os seus colegas de meio campo, recuperando algumas bolas e distribuindo mais ainda.
Hugo Viana entrou bem também.
Nani foi o melhor dos suplentes. Entrado para o lugar de Quaresma não ficou atrás do jogador do FC Porto. Foi um quebra cabeças para os belgas que devem ter ficado a pensar que Cristiano Ronaldo não é, afinal, o único geniozinho luso.
Acabou por ser uma sova e espera-se que seja um bom tónico para o jogo de quarta-feira contra a Sérvia, o próximo adversário dos portugueses, que perdeu contra o Cazaquistão por 2-1.



FOI PROFUNDO!

2 comentários:

Anónimo disse...

A imprensa portuguesa primou uma vez mais pela arruaça, incitando à enorme vergonha que foi ver um hino nacional assobiado, por largas centenas de pacóvios que não sabem que a melhor resposta que se podia dar às provocações belgas era dentro de campo. felizmente os atletas portugueses assim o fizeram, embora aquele público não o merecesse. Agora resta aguardar pelo jogo na Sérvia,para poder avaliar a maturidade e a consistência da nossa selecção, mas já temos o caldo entornado. Os patéticos jornalistas desportivos portugueses fazem-nos crer que hoje somos os maiores e que nada nem ninguem nos pod parar, mas basta um pequeno deslize e C.Ronaldo, Quaresma, Simão ou moutinho já não prestam para nada e ainda são muito imaturos. É bom que esses senhores, ditos especialistas na matéria tenham em atenção que dada a amplitude comercial e territorial dos órgãos de comunicação para os quais trabalham têm uma responsabilidade acrescida, na formação dos "estados de alma" dos nossos adeptos e não devem passar do 8 ao 80 ou vice-versa de uma forma emocional (de euforia ou de frustração) como aqueles, mas antes analisar fria a racionalmente o jogo. Pelo que vi do jogo se os belgas faziam o 1-2, a nossa defesa ruiria como um castelo de cartas.
P.S. Esta selecção belga jogou muito desfalcada, pois muitos jogadores estiveram ausentes por lesão ou por mera opção técnica. Jogadores como Baseggio, Kompany, De Mul, Simmonsou Pieroni terão sempre lugar nesta frágil equipa, embora esteja longe da geração de Degryse, Boffin, Preud'Homme, Luc Nilis e do pequeno "gigante" Enzo Scifo
Grande abraço,
Dinarte/Martins

Paulo Alexandre disse...

Ui, ui... porrada!

No fianl, gostei da BD que "A Bola" fez no Sábado, a gozar com eles. Provavelmente a conversa que o Ronaldo teve com o Stijnen deve ter sido isso: "Bolachinha?"

Dispenso...

Porque tudo o que é dito é dispensável...
Porque tudo o que é escrito é dispensável...

Este é um blog onde se fala a sério e se brinca.
Quem não goste de ironia ou sarcasmo que feche esta página rapidamente!
Aqui ninguém tem razão.
Eu não pretendo estar certo, pretendo observar e pretendo fazê-lo de uma forma atenta e crítica...de uma forma dispensável.

Dispenso...um blog dispensável.

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