Nunca pensei que o Processo Casa Pia tivesse um impacto tão avassalador na televisão portuguesa.
Como se não bastasse a morte de Carlos Cruz enquanto apresentador, assistimos à putrefacção daquele que foi, em tempos, o grande comediante português.
É impressionante como o desvendar da sexualidade de Herman José o conduziu para um poço do qual não parece capaz de sair.
Aquilo que antes pareciam tiques de snob, como a sua irritante mania de falar com "british accent" ou o tique igualmente desagradável de cantar por tudo e por nada, deram num "bichonismo" assustador!
Herman passou de apresentador a travesti de cabaret de quinta categoria, rodeado da sua pandilha, também de opções sexuais "alternativas" (no sentido em que ser heterossexual é assumidamente o padrão da normalidade), mudou radicalmente o seu look, desde o cabelo às roupas, só faltando a peruca e uma maquilhagem carregadíssima para se assemelhar a um crossdresser.

O cabelo, côr de burro gay quando foge, fica a matar com as calças rosa choque ou calças cheias de lantejoulas e afins, com as camisas bem abertas e de cores vivas demais, os fios efeminados ou as roupinhas justas que deve ter roubado à Ana Malhoa!

Foi uma saída do armário que se assemelhou a uma entrada por trás (tem tudo a ver com a temática) do Fernando Couto: demasiado violenta e fora de tempo!
Como se diz na aldeia do meu avô, com a sabedoria popular tipica do meio, "deu-lhe p'ráquilo quando chegou a velho".
Como diria um comediante americano, ninguém fica gay de um dia para o outro. Quem é gay, é-o desde pequeno, simplesmente quando é pequeno não tem com quem ser gay.

Por mim, e sem querer ser conservador, acho que todos devem ter direito à sua liberdade sexual mas sem exagerar no espectáculo.
E o Herman é um caso flagrante.

FOI PROFUNDO!
Sem comentários:
Enviar um comentário