sábado, março 25, 2006

Reitor ordena que a porta SEABRA


Este final de semana (5ª e 6ª, não confundir com fim-de-semana) foi marcado por duas iniciativas relacionadas com o assinalar do Dia do Estudante. Tal como tinha sido decidido em Assembleia Magna, os estudantes juntaram-se para ir até Lisboa, para uma vigília em frente à Assembleia da República, também conhecida como Parlamento, e para, na volta, encerrar a Porta Férrea.
Estes foram os tópicos principais:
1. pessoal não foi porque se falava de uma tempestade em Lisboa
2. mesmo assim foram 3 autocarros (entre 130 a 150 pessoas)
3. afinal não chovia em Lisboa e a marcha foi bonita
4. fomos ouvidos por representantes do BE, PCP e PS. Quando Marques Mendes falou no interesse do seu partido em ouvir os estudantes não devia incluir este tipo de iniciativas. E o CDS/PP manteve a postura, já que anteriormente nem tinha estado presente quando foi para a audiência parlamentar no início de Março.
5. soube-se que o reitor tinha chamado polícia, bombeiros e seguranças para a Alta
6. apercebemo-nos que os 3 autocarros estavam a ser perseguidos por:
6.1 dois carros da brigada anti-crime (os estudantes tinham armas de elevado calibre e várias toneladas de droga)
6.2 um veículo onde se encontrava o reitor (que de magnífico não tem nada), que se pôs em fuga assim que viu que iam tentar falar com ele
7. o reitor, que é contra cadeados, mandou colocar dois juntamente com uma barra de ferro para manter a Porta Férrea escancarada
8. estavam diversos veículos com polícias à volta da Faculdade de Direito e nas imediações, incluindo uma carrinha com cerca de 9 agentes
9. foram chamados reforços de segurança para impedir o acesso dos estudantes "perigosos" ao interior do edifício da FDUC, já que as casas de banho se destinavam "apenas aos turistas"
10. o reitor mandou o seu assessor de imprensa para dizer que os estudantes andavam com delírios porque não o teriam visto na aquando da chegada a Coimbra (pois...ele bem tentou tapar a cara, mas assim como a coragem, também a mão é pequena e a velocidade de reacção não foi grande ao notar que tinha sido visto)

Conclusões:
1. apesar de não termos sido muitos, todos os que estivémos em Lisboa conseguimos o nosso objectivo: ser ouvidos.
2. o reitor conseguiu fazer o que apenas fascistas tinham feito: chamar a polícia à alta
3. o reitor fez exactamente aquilo que censurava: usou cadeados
4. daqueles que defendem a luta, notaram-se ausências de vulto...alguns daqueles que sobem lá para cima nas Assembleias Magnas para dizer o que deve e não deve ser feito esqueceram-se de aparecer quando era necessário. Uma saudação a quem deu o corpo e o tempo à luta e fica a minha esperança de que quem só fala se mantenha calado na próxima Magna. Papagaios não servem para nada.
5. se calhar é altura de tomarmos medidas mais fortes, mais drásticas. A atitude do reitor justifica tal. Quando se pensava que o reitor seria um aliado na luta contra o Processo de Bolonha, ele tem uma atitude cobarde, pidesca que surpreendeu todos...

O movimento estudantil tem de se unir, seja contra Bolonha, seja contra as Propinas, seja por causa dos estágios, seja contra reitores cobardes que se dizem comunistas mas têm atitudes fascistas.
Ah...perdoem-me se não uso maiúsculas para escrever reitor...muitos mereceram. Este não.

FOI PROFUNDO!

4 comentários:

Carolina disse...

Oh Filipe, esqueceste-te de referir aqueles que não foram à vigília porque acharam que esta se revelaria, como aliás se revelou, mais uma das acções de "luta" inconsequentes da DG para assinalar o dia do estudante. Ou isso, ou então esclarece-me lá que consequências reais é que esta viagem a Lisboa teve, tirando o facto de que vocês vieram tão cansados de lá que não houve gente nem forças para fechar (efectivamente ou simbolicamente) a Porta Férrea. As acções de luta, ao serem simbólicas, usadas por tradição, e sem um objectivo concreto que é com elas alcançado, perdem força, validade e tiram pessoas das ruas!
Já agora, e para não dizerem que só falo mal, fiquei agradavelmente surpreendida pela tua intervenção relativamente a Bolonha na RGA da FPCE, pela sua justeza e pela veemência das palavras. Perfeito seria que a DG que representas fosse mais coerente com a tua posição e os seus actos mais consequentes.
Um abraço, Carolina

Anónimo disse...

Em resposta à Carolina, se por acaso tivessemos mais pessoas a ajudar na porta férrea a acção de luta tinha sido claramente melhor,mas quando se ve pessoas a chegar à porta férrea de manhã com o seu banhinho tomado a ficarem lá cerca de 30m e a irem para casa novamente,acho que isso sim é que tira pessoas da rua.E que tal essas pessoas começarem a cumprir deliberações da Assembleia Magna?!Já que a DG/AAC tem que cumprir as moções aprovadas em magna mesmo que não sejam propostas por ela,se se trata principalmente de uma acção de luta,acho que todos temos de cumprir.Já que todos fazemos e somos Associação Académica de Coimbra,que tal demonstrarmos isso estando todos unidos!!Em vez de passar a vida a criticar que tal ajudar ou dar ideias,porque criticar é fácil,trabalhar parar a luta é que já é mais complicado não é?!!Pensem nisso...
Assinado:Maria José Santos, Coordenadora-Geral da Divulgação da DG/AAC (uma das pessoas que não dormiu no dia do estudante..)

Anónimo disse...

Mais uma vez os protestos falharam. São várias as razões para tal:
1-como se pode ver pela afluência a todas as eleições relacionadas com a AAC, há muito que ela não é de todos e, quem ano após ano é eleito não faz nada no sentido de resolver este problema;todos os anos as propostas são iguais (vagas e despropositadas), aliás como as caras que aparecem nas listas.
2-em termos de luta, há mais de 30 anos que não mudam a fórmula, ie, manifestações e encerramentos. O que é que têm conseguido com isso?
3-não é por sermos estudantes que temos de estar, teimosamente, contra tudo; se calhar seriamos mais e melhor ouvidos se as propostas fossem mais razoáveis; nem sempre temos de eliminar os obstáculos, por vezes é muito mais fácil e produtivo, contorná-los.
Sei que muita gente pensa como eu, no entanto as nossas opiniões são divergentes e, como tal, marginalizadas.

Anónimo disse...

Após ler cuidadosamente a publicação do colega ou melhor dizendo amigo, uma vez que assim o considero, Filipe Sousa, e os comentários aqui deixados devo dizer que me parece bastante ridiculo saber que quarta feira na próxima Assembleia Magna todos lá estarão para condenar as atitudes da DG/AAc, que me parece ter tido atitudes de grande correctidão perante todos... É muito engraçado que aqui venham deixar comentariozinhos mediocres sobre uma deliberção de Magna que não cumpriram, quando as suas que foram aprovadas foram cumpridas pela DG em questão... E tanto quanto sei as portas da Direcção Geral estão sempre abertas e todos os que quiserem conversar com os responsaveis são benvindos desde que venham com o intuito de ajudar o studante comum que gosta de se manter no anonimato mas que apesar de tudo votou na actual Direcção Geral porque em nela acreditou... Sinceramente acredito que há pessoas que não aceitam a vontade do voto e nem do publico geral...há que respeitar as decisões e cumpri-las... Seria bonito pelo menos manter a dignidade... E Crescer, como ser humano, politico, e social!!! Beijinhos pelo magnifico blog que aqui manténs meu querido =) Sempre em prol da verdade e daquilo em que acreditas... Cátia

Dispenso...

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Porque tudo o que é escrito é dispensável...

Este é um blog onde se fala a sério e se brinca.
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Eu não pretendo estar certo, pretendo observar e pretendo fazê-lo de uma forma atenta e crítica...de uma forma dispensável.

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