Um péssimo costume que tenho é o de ler os comentários no site do jornal Record.
Uma das últimas enormidades (palavra bem mais bonita e leve que alarvidades, termo que seria o mais apropriado) falava sobre lesões e sobre o desporto que teria lesões mais graves.
O autor do comentário dizia que as lesões mais graves seriam as proporcionadas pelo râguebi, comparando com as dos futebolistas.
Lembro-me, quando jogava basquetebol, que me deram uma folha onde explicava quais as zonas do corpo trabalhadas, quais os músculos desenvolvidos e quais os tipos de lesões mais frequentes em cada desporto.
Dizia também quais os deportos mais completos e quais aqueles passíveis de lesões mais graves.
Espantem-se os mais incautos...em primeiro lugar estava o basquete logo seguido do...ténis!
Ao que parece, o tipo de lesões dos praticantes de basquete seriam mais graves, além de mais abrangentes no que diz respeito às zonas atingidas. Entre as lesões mais graves estavam as roturas de ligamentos.
Obviamente que todos vemos o râguebi ou o boxe como desportos mais violentos, mas, de acordo com o que li, são lesões de mais fácil recuperação.
Para finalizar, devo dizer que o Mantorras ainda não jogava no Benfica aquando da leitura efectuada...
Amanhã todo o país vai estar a falar de futebol e do Cristiano Ronaldo e companhia, mas este sábado é dia de Uruguai x Portugal em râguebi. Os "Lobos" vão disputar em Montevideu a presença no Mundial 2007 e vão tentar fazer história. Nunca a selecção portuguesa marcou presença em nenhuma fase final mundial da modalidade e nunca nenhuma selecção amadora esteve presente num mundial de râguebi. Depois de ter vencido por 12-5 em Lisboa na primeira mão disputada a 10 de Março, Tomaz Morais e seus pupilos querem carimbar este sábado o passaporte para estarem em França no mês de Setembro. Sim, porque ver râguebi na televisão não tem metade da piada de estar a levar porrada em campo eheheh!
Desde pequeno sempre gostei de ver futebol. Cresci e passei a gostar de basquete. Mais tarde passei a ficar fã de voleibol. Nunca fui fã de outros desportos mas de vez em quando ia pondo o olho nuns joguitos de hóquei em patins (desporto muito aclamado em Portugal), de andebol, de ténis (que tédio!!!) e, muito raramente, de râguebi. Há coisa de dois ou três aninhos, não sei precisar, fui seguir o percurso da secção de râguebi da Associação Académica de Coimbra na "Final Four" do campeonato nacional. Venceram. Mas os jogos não eram emocionantes nem de grande qualidade. Mas atenção, isto quando comparados com a qualidade dos jogos que eu fui vendo na televisão, com selecções como a inglesa, escocesa, francesa, australiana, sul-africana ou neozelandesa. Num momento fantástico da selecção nacional de râguebi, acabei por andar a espreitar aqui e ali alguma informação sobre este desporto. Aquilo que mais me chamou a tenção e mais me conseguiu prender foi algo dentro do jogo. Um ritual. Haka é o seu nome e é uma espécie de dança tribal maori de intimidação. Os All Blacks - nome dado à equipa nacional de râguebi da Nova Zelândia - realizam, antes de cada disputa, a perfomance da haka. Até 2005, a haka apresentada pela equipe era a Ka Mate. Antes da Copa das Três Nações de Agosto de 2005, num amistoso contra a África do Sul, os neo-zelandeses apresentaram, liderados por Tana Umaga, uma nova haka, a Kapa o Pango, que foi criada para retratar a aparência contemporânea da Nova Zelândia, em particular, a influência da cultura Polinésia do Pacífico Sul. A nova haka só é apresentada em ocasiões especiais e não substitui a Ka Mate. Kapa o Pango é uma fonte de controvérsias, especialmente na parte em que os neo-zelandeses põem a unha sobre o pescoço com o punho fechado e a arrastam, insinuando a morte por degolação (pode ver-se no primeiro e no quarto vídeo mais em baixo num jogo contra a África do Sul). Apesar disso, os adversários dos All Blacks nunca reclamaram da haka, como a imprensa, às vezes, faz. Inclusivamente, o Togo tem um ritual bem parecido. Curioso também é ver que é um hábito que vem desde há décadas bem longínquas! No último vídeo dos ínumeros que aqui coloquei, pode ver-se um pouco da história e observar que no início, em 1928 (se não me engano), uns "esticadinhos" já faziam algo parecido mas muito despojado da intensidade actual.
Para quem quer tentar perceber o que gritam/entoam os jogadores na sua pele de guerreiros, aqui fica:
líder: Hey ringa ringa pakiah! grupo: pakiah, pakiah líder: Hey weeah weeah takiah grupo: takiah takiah todos (em movimento a afastar): Hey ringa ringa hiaringa tiearinga mootoo katoo, katoo HEY! (salto) katoo, katoo HEY! (salto) todos (em movimento a aproximar): Hey ringa ringa hiaringa tiearinga mootoo katoo, katoo HEY! (salto) katoo, katoo HEY! (salto) líder: Tee fah oorehnah, tee ah tooah wanna! grupo: tinga tonga ooroo pooroo! líder: Tee fah oo ay ah, teeah tooah wanna! grupo: tinga tonga ooroo poorooeveryone todos (apoiar num joelho): harpunah, harpunah, harpunah HA! todos: ssst alooetka, sssst alooetka líder: tee tee, kee kee, pakiah pakiah oo, oo, oorehnah! grupo: oo oo ooreh nah! líder: tee tee, kee kee, pakiah, pakiah, oo oo ooay yah! grupo: oo, oo, oo ay yah! líder (jumping up): "Carleton Knights" todos: yayyyyyyy!
Ou, mais simples:
ho ri te!!! ha ho ripe!!!. ka mau!!!! hi!!! rin rin a pa quia awana ri pa kia ne oki!!. akia ne oki!! Ka mate! Ka mate! Ka ora! Ka mate! Ka mate! Ka ora! Tenei te tangata puhuru huru! nana nei i tiki mai! whatakawhiti te ra! A upa...ne! A upa...ne! A upa ne kaupane whiti te ra!!!
Mais longa:
Aha ha! Kikiki kakaka kauana! Kei waniwania taku tara. Kei tarawahia, kei te rua i te kerokero! He pounga rahui te uria ka rarapa; Ketekete kau ana to peru kairiri Mau au e koro e -----
Hi! Ha! Ka wehi au ka matakana, Kowhai te tangata kia rere ure? Tirohanga nga rua rerarera Nga rua kuri kakanui i raro! Aha ha! Ka Mate! Ka Mate! Ka ora! Ka ora! Tenei te tangata puhuruhuru Nana nei i tiki mai whakawhiti te ra! Hupane kaupane! Hupane kaupane Whiti te ra!
Mais uma ainda:
Líder KA MATE! KA MATE! Grupo KA ORA, KA ORA! Líder KA MATE! KA MATE! Todos KA ORA, KA ORA! Todos TENEI TE TANGATA PU'RU-HURU NA'A NEI TIKI MAI WHAKA-WHITI TE ... ... RA! UPANE! KA UPANE! KA UPANE! KA UPANE! WHITI TE RA! HI !
Que quer dizer:
Líder We're going to die! We're going to die! We were at war Grupo We're going to live! We're going to live! But now there is peace. Líder We're going to die! We're going to die! We thought we were all going to die Grupo We're going to live! We're going to live! but now we are safe Todos This is the man, so hairy because our leader, so strong and masculine, who fetched, and made shine the sun! has unified us and brought back the sunny days of Together! All together ... ! peace. We are all working in harmony, side by side, Together! All together ... ! moving in unison like the hairs on our chief's legs To sun shines! to prolong these sunny days of peace. YEAH!
A última noite de sábado foi pródiga em episódios caricatos.
Antes de entrar em casa a fome apertou.
Eu e os meus três camaradas de noitada fomos às bombas de gasolinas mais próximas de minha casa para trincar alguma coisa.
Chegados ao guichê, pedimos cada um na sua vez e fomos desde logo interpelados por dois jovens de belíssimo aspecto e condizente expressão verbal.
"Arranja-me um euro.", disse o mais baixinho munido de um bonito piercing no lábio.
Foi ignorado pelo Guedes, o primeiro e mais esfomeado.
"Anda lá, dá aí um euro."
"Não tenho" disse o Guedes sem usar o teu típico olhar insolente.
A cantilena continuou, agora com um verso novo: "porque é que não dás? eu tou a ver aí moedas."
Seguiu-se o meu irmão. Pediu e foi ouvindo o "dá-me um euro" do jovem.
Dei as moedas que tinha ao meu irmão e disse para pedir o mesmo para mim.
"Tou a ver-te a moedas ao bolso" levou como resposta do meu irmão um "Um euro? Tu pedes um euro como se não fosse nada" acompanhado de um esboçar de sorriso.
Já com as sandes a serem abocanhadas atravessámos a estrada e os dois rapazotes foram no nosso encalço. Sugeri que ficássemos um pouco numa paragem de autocarro perto do prédio.
Eles juntaram-se.
Aí começou o espectáculo de "stand-up comedy".
"Vocês merecem chapada."
"São mesmo betinhos."
"Querem levar chapada?"
Já que não estava a ter resposta, diz para os quatro do grupo: "Até me dá vontade de tirar a mão do bolso para vos dar chapada!"
Não consegui evitar uma gargalhada e o rufia, do alto do seu quase metro e setenta perguntou-me "tu aí! queres levar chapada?"
A minha resposta foi seca, disse que tinha 10 cêntimos e tinha sono e fome e não lhe íamos dar euro nenhum. (Tentativas de nos armarmos em maus ou em heróis quando não sabemos o que vai no bolso dos desconhecidos não são recomendáveis)
Aí, para gáudio dos presentes, o anão pedinte pegou no seu Nokia N70 e disse que ia chamar os amigos.
O meu irmão riu alto "bem! tu tás a pedir um euro e tens um maquinão desses? ganda lata!"
O mocinho deu a entender que não estava a conseguir ligar aos imensos amigos que possívelmente o iriam ajudar a "dar chapada" e o meu irmão decidiu ir pra casa.
Seguimos o meu irmão mas acabei por voltar a sair do prédio para tirar o carro da rua e meter o "bólide" em segurança na garagem, não tivessem eles visto que tínhamos saído dele e decidir cobrar o euro com riscos na pintura.
Ao sair do lugar e ir em direcção às traseiras do prédio ouço o Guedes exclamar: "olha! os gajos estão a tentar arrombar aquela carrinha!". A carrinha em questão era uma daquelas carrinhas frigoríficas e os dois "macacos" estavam pendurados nela a tentar forçar as fechaduras!
Findo o episódio fomos para casa dormir, cada um na sua cama ou sofá.
Uma bela noite, muito rica em experiências invulgares!
Alguém discorda que os taxistas são (ou deveriam ser) condutores profissionais?
Como profissionais que são (ou deveriam ser) o seu comportamento na estrada deve pautar-se por algum rigor, deve ser exemplar e, sobretudo quando transportam passageiros, devem demonstrar uma condução segura.O que tenho visto desde que vim morar para Lisboa é o oposto.
O seu daltonismo para com as cores dos semáforos a partir de certa hora é gritante. Não respeitam um único vermelho.
Param sem fazer sinal para recolher ou deixar passageiros e ocupam de forma desrespeitosa uma das faixas de rodagem ou a única falta de rodagem como se fossem donos da estrada.
Este útimo sábado tive o (des)prazer de apanhar um compêndio de infracções e exemplos de má condução em forma de taxista.
Inicialmente optou por atirar o carro para frente do meu vindo da esquerda e bem de longe, meteu o prego a fundo com medo que não sobrasse alcatrão para a sua viatura.
Depois de um sinal de máximos (simpático da minha parte), ultrapassei-o e o senhor não terá gostado.
Veio no meu encalço e tentou a ultrapassagem pela direita quando eu seguia na faixa da esquerda prestes a entrar numa "cortada" para o lado canhoto. O senhor do carro creme também...por isso continuou a ultrapassagem.
Azar dos azares! Logo no semáforo seguinte estavam dois carros e ele teve de ficar para trás.
Duzentos a trezentos metros mais à frente alcançou-me.
Mais uns semáforos.
A fila da esquerda seguia em frente e a da direita era para quem queria virar à direita. Eu fiquei na esquerda e ele ficou a estagnar a fila da direita mesmo depois do sinal verde cair à espera que o sinal verde caísse para a filinha onde eu me encontrava.
O verde surge e o motorista do táxi carrega a fundo no acelerador e mete-se na fila da esquerda à minha frente. Começa a acelerar e a abrandar repetidamente...e insistentemente!
Nisto, vejo o pisca esquerdo do táxi a acender e a apagar (talvez por isso o nome "pisca").
Surpresa das surpresas! Após uma guinada, volta à faixa de rodagem onde estava!
Tudo isto com três passageiros no banco de trás!
Cinquenta metros à frente desapareceu por uma ruazinha e deixei de o ver...
Para a recordação fica a lição da arte de bem conduzir e de civismo que não irei esquecer jamais!
Provavelmente sou eu que sou doidinho e estas nem são as melhores fotos, mas no jogo que opôs Sporting e FC Porto no Estádio do Dragão ao olhar para o guarda-redes Helton e para o defesa-central Pepe consegui descortinar umas feições muito próximas do ET dos X-Files.
A cabeça sem cabelo, os olhos esbugalhados, o nariz que quase não existe e o pequeno espaço entre a boca e o queixo, o queixo de reduzidas dimensões...não sei não...
Não sei se só eu é que reparei nas parecenças entre o jovem jogador uruguaio do FC Porto e o rapaz que entra no anúncio da Vodafone com a menina Romero e a menina Chaves...
É impressão minha ou as jovens que entram no programa da TVI "A Bela e o Mestre" têm na sua maioria (não na sua totalidade) um certo arzinho de strippers? E os rapazinhos têm na sua maioria (não na sua totalidade) um certo arzinho de quem frequenta casas de strip? Não sei, digo eu...
Confesso que há portugueses que falam uma língua que, para mim, é completamente estranha. O bruxo, adivinho, astrólogo, tarólogo ou lá o que o Mestre Alves se diz ser, fala um dialecto muito alternativo e só com alguma dificuldade e esforço mental se consegue entender o que ele diz. Só mesmo para rir, porque se fosse professor de Língua Portuguesa não me restaria outra opção que não chorar...
Paulo Portas quer voltar à política activa (como se ele andasse inactivo politicamente) e Santana Lopes deixou no ar a hipótese de criar um novo partido de direita.
Analisando cada um dos indivíduos citados, julgo necessário assinalar alguns pormenores.
Santana Lopes é incompetente e tem provas dadas. Tem sede de poder e protagonismo e é um fala-barato.
Andou pelo PPD-PSD (como ele gosta de dizer), andou pelo Sporting, andou pela Câmara Municipal da Figueira da Foz e pela Câmara Municipal de Lisboa, foi responsável pela cultura portuguesa e chefe de governo.
Em nenhuma das tarefas teve sucesso, apenas projecção mediática.
No PSD não gostam dele. É o "enfant-terrible" e daí reconhecem-lhe algum mérito por apontar o que está mal com o partido, mas ninguém o leva a sério e ninguém o vê como líder.
No Sporting, não fez nada de bom e apenas resolveu comprar guerras com os clubes rivais e estabelecer alianças estratégicas que não deram resultados.
Na Câmara Municipal da Figueira da Foz foi elogiadíssimo. Colocou a cidade no mapa e conseguiu que esta se tornasse uma forte alternativa ao Algarve como destino de férias.
O preço soube-se depois. Com projectos megalómanos como o Oásis (que nunca justificou o investimento) e um endividamento gigantesco, deixou a Figueira e rumou à capital.
Mais do mesmo. Casino no Parque Mayer, túnel e decerto mais projectos sem real importância ou necessidade e deixou também a CML.
Quando esteve na Cultura, entrou em rota de colisão com todos os quadrantes culturais do país. Ignorou José Saramago e envolveu-se com uma atriz brasileira, patrocinando a sua carreira em Portugal, enquanto puxou o tapete ao Prémio Nobel da Literatura.
No governo, foi primeiro-ministro por pouco tempo e caiu quando teve a infeliz ideia de tentar implantar um regime de censura e controlo da comunicação social nacional.
Uma estrela neste país onde "Josés C. Brancos" também o são.
Paulo Portas é outro.
Jornalista e ex-homem forte do semanário Independente, Portas não se pintou para criticar abertamente todos os quadrantes da sociedade portuguesa.
A sua coerência veio ao de cima quando se colou a Manuel Monteiro, entrando na vida política que tanto criticava e fazendo tudo o que tinha relatado e apontado como errado.
A sua verticalidade também ficou bem patente quando apunhalou o seu grande amigo e líder Manuel Monteiro, atirando-o para fora do partido e ocupando o seu lugar.
Daí conheceu-se um novo Portas. Com todo o cinísmo e hipocrisia andou de feira em feira, de mercado em mercado, distribuindo beijos e palavras de conforto pela populaça.
No governo foi responsável por várias polémicas, desde o início quando propôs a aliança com o PSD, um partido rival na direita, procurando o poder.
Chegado ao poder ficou conhecido por querer comprar submarinos...
Saído da vida política "activa" inclinou-se para a televisão.
Os seus comentários políticos sobre "o estado da arte" não trazem nada de novo e quem o vê na SIC certamente não dará o seu tempo por bem empregue.
A sua fidelidade ficou mais uma vez assinalada quando preteriu a SIC para entrar no painel de comentadores da TVI no dia da votação do referendo sobre a despenalização do aborto.
Com políticos como estes ainda me espanto que critiquem José Sócrates...Não que o actual primeiro-ministro seja um poço de virtudes, mas perto destes dois senhores sinto-me aliviado por ter o arrogante mas decidido Sócrates como líder do executivo.
Angola: portugueses impedidos de conduzir com carta de Portugal
Os cidadãos portugueses deixaram de poder conduzir em território angolano com a carta de condução de Portugal, noticiou hoje a Televisão Pública de Angola (TPA), órgão oficial do Governo de Luanda. A medida foi decidida pelas autoridades angolanas em retaliação contra o facto de os angolanos estarem impedidos de usar a sua licença em território português, segundo uma reportagem da TPA difundida esta noite.Também de acordo com a TPA, a medida está em vigor desde sexta-feira, mas até agora nenhuma outra informação foi transmitida publicamente sobre o assunto.Uma fonte próxima da embaixada portuguesa em Luanda, não identificada pela Lusa, afirmou que "Portugal e Angola estão a estudar a possibilidade de estabelecer um mecanismo bilateral, que permita obviar este tipo de situações", mas o Governo angolano parece ter resolvido antecipar-se e estabelecer uma medida retaliatória, apelando ao direito à "reciprocidade".A proibição de utilização das licenças de condução angolanas em Portugal data de 2000, segundo o primeiro secretário do Consulado de Angola em Lisboa, Eliseu Bumba, citado na reportagem da TPA, mas, ao que tudo indica, só desde o ano passado começou a ser aplicada.As autoridades portuguesas justificam o impedimento do uso da carta de condução angolana em território português com o facto de Angola não ter assinado a Convenção de Viena sobre Tráfego Rodoviário, o documento que rege as normas internacionais de circulação nas estradas de todo o mundo.Em Angola, os portugueses podiam usar a carta de condução emitida em Portugal até ao prazo máximo de 90 dias, o período a partir do qual tinham de solicitar uma licença angolana para poderem continuar a conduzir.
Esta medida relatada no jornal Público surge pouco tempo depois do jogador angolano do Benfica, Mantorras, ter sido detido por conduzir com uma carta de condução angolana, o que não seria válido em Portugal.
Não discutindo a justiça da decisão, é curioso que a decisão do governo de Algola surja apenas depois da detenção de Mantorras.
Será que foi o único portador de carta de condução angolana a ser detido pela BT? Ou a medida foi tomada como retaliação apenas e só pela vítima ser mediática?
Se não tivesse sido com Mantorras ou se não tivesse sido divulgado na comunicação social, será que as mesmas medidas teriam sido tomadas pelo executivo angolano?
Chama-se Associação Académica de Coimbra e é o caminho mais rápido para trafulhices e para desbarate de verbas em compras de jogadores medianos e maus demais.
Além disso tem uma via rápida dentro da própria via rápida. A defesa da Académica é, segundo Manuel Machado, o "calcalhar de Aquiles" da equipa. Se fosse apenas o calcanhar de Aquiles não seria tão má! Aquela defesa é um Cavalo de Troía! Parece que foi posta ali para os adversários a usarem para invadir a baliza de Pedro Roma!
Invariavelmente a Académica perde os jogos por desconcentração da defesa, falta de entendimento, mau posicionamento, perdas de bola inacreditáveis ou simples falta de pernas para correr ou para saltar atrás da bola.
Os defesas da "Briosa" têm sido ano após ano escolhidos a dedo.
Depois de Tonel, Vasco Faísca ou o fabuloso José António, as escolhas têm sido bastante más.
No último jogo, frente ao Paços de Ferreira, a Académica alinhou com o maior buraco defensivo do plantel: Medeiros.
Vindo do maior rival, do arqui-inimigo Vitória de Guimarães, Medeiros é um central fraquiiiiiiiinho fraquiiiiiinho, mau, péssimo, uma náusea, citando o meu grande amigo Nuno Felício.
Lira é um lateral esquerdo que nunca se assumiu como jogador de valor.
Lino tem bons pés, finta bem, sobe bem no terreno. Mas não defende.
Sonkaya...não percebi a escolha. Nunca valeu nada no Porto. Esperavam um milagre?
Nuno Piloto e Sarmento já foram os dois adaptados à lateral direita mas são um claro desperdício de talento e opções erradas para a defesa.
Litos, um central durinho, ainda não fez um jogo de encher o olho. Não é mau mas ainda não mostrou o Litos que era ao serviço do Boavista.
Kaká. É o típico jogador de quem não se esperava nada e depois de fazer uns jogos bonzinhos foi rotulado de jogador de qualidade. É razoável.
Danilo. Um mistério. Umas vezes faz lembrar Tonel, não complica e joga seguro e de acordo com as suas limitações. Outras vezes é um autêntico brinde para a linha ofensiva adversária.
Paulo Sérgio. Não é defesa, é defensivo. E não é ofensivo. Cumpre quando se trata de não deixar jogar, borra a pintura quando tenta fintar ou fazer um passe para um companheiro a mais de 5 metros. Pode ser uma armadilha para os companheiros.
Nuno Luís. Contestado por muitos, é na minha opinião um jogador que faz muita falta. Não sendo um jogador de classe, é um jogador que trabalha muito e tem um elevado sentido posicional e costuma safar muitas vezes, dobrando os seus colegas do centro da defesa.
Jogo após jogo, jornada após jornada, cansa ver a linha defensiva da Académica a ser comida por quem vai aparecendo.
Só me pergunto como é que os mesmos que foram buscar Filipe Teixeira não conseguem encontrar mais jogadores do mesmo calibre para outras posições.
Enquanto muitos portugueses têm apenas um clube do coração, eu primo por ter o coração dividido.
A paixão pelo "meu" Sporting e pela "minha" Académica permite-me, além de ter o coração dividido, ter o sofrimento multiplicado.
O meu lado verde e branco faz com que ande até ao fim do campeonato em ansiedade com os avanços e recuos na classificação e as aproximações e afastamentos do primeiro lugar e consequente luta pelo título.
Já o meu lado brioso leva-me a andar até às últimas jornadas na expectativa para ver se os "estudantes" se aguentam no escalão principal.
Como se isso não bastasse, aquando dos encontros entre as duas equipas, troço sempre pela Académica, o que me leva, por vezes, a lamentar essa minha tola paixão pela Académica por três razões:
a) raramente a Académica ganha ao Sporting, é um apoio inglório;
b) uma vitória da Académica significa menos três pontos do Sporting e uma fuga de FC Porto e Benfica na luta pelo título;
c) a Académica é pródiga em conseguir pontuar frente aos três grandes e depois perder consecutivos jogos caseiros contra equipas bem fraquinhas.
De qualquer forma, são duas paixões bem distintas.
Sou do Sporting desde pequeno, aprendi a gostar de ver as riscas verdes e brancas e de gostar de ver os "lagartos" a jogar "à bola".
Sou da Académica desde que comecei a jogar na Académica e a entender a imensidão e história de um monumento nacional que é muitas vezes chamado pelos treinadores de futebol de "agremiação" ou "colectividade"...
Entre verde e branco ou de negro, os meus fins de semana acabam por ser sempre passados em sobressalto.
Estou fartinho de olhar para as capas dos jornais e ver sempre os mesmos chavões. Pega-se no Paulo Bento e fala-se em "tranquilidade". Pega-se no Cláudio Pitbull ou no Petit e fala-se em algo canino ou feroz. Pega-se no Quaresma e fala-se em magia ou em Harry Potter ou trivela. Pega-se no Domingos e fala-se em "Paciência". Pega-se no Derlei e fala-se em "Ninja". Pega-se em Baía e fala-se em "frango", o mesmo acontece com Costinha, Ricardo, Helton, Moretto ou Quim, como se fosse o que estes fizessem melhor ou como se fosse habitual em qualquer um destes guarda-redes.
Pega-se na equipa do Sporting e fala-se em "miúdos" ou, mais recentemente, em "salários".
Pega-se no Benfica-se e fala-se em "voo", sempre na bonita alusão ao símbolo do clube. Pega-se na Académica e não se sai da cepa torta: "estudantes", "lição", "exame", "estudo", chumbo"... HELLLLOOOOOO! A Académica dos estudantes já lá vai! O Nuno Piloto concluíu a licenciatura e o Pedro Roma é estudante. De resto só há estudantes de samba, noitadas e chutos na bola, fífias na defesa e mergulhos para a piscina! Pede-se um pouquinho de ar fresco e ideias novas nos senhores que escolhem os títulos dos jornais e das notícias neles publicadas. É que clichés vezes três todos os dias enchem a paciência de qualquer português!
(este foi um momento à Manuel Alegre)
P.S. Ainda estou à espera do dia em que digam que o ponta-de-lança João Paulo do Paços de Ferreira é um avançado "móvel"...
Esta deve ser mais uma das pequenas coisas que só a mim me faz confusão mas vou escrever sobre ela na mesma. Depois de ser frequente gozarmos com os DZR'T e com os tiques dos rapazolas, nomeadamente com o Angélico (o mais moreno, que diz sempre "allright!" e "ya" e afins...) proponho que olhemos para o que se faz lá fora e é sobejamente elogiado. Veja-se o C.S.I. Miami. Tal como as outras duas séries do C.S.I., esta também tem uma equipa que tem um líder, alguém que eu arriscaria indicar como a personagem principal.
Neste caso é um agente ruivo, um homem que tem um problema qualquer na traqueia que não lhe permite falar como gente. Ao invés disso, ele fala como se andasse num estado constante de obstipação, algo que se assemelha ao Tim dos Xutos&Pontapés a cantar. Mais ainda, tem algo no pescoço que faz com que ande sempre com ele inclinado... E quando fala faz pausas altamente dramáticas, talvez para dar um ar mauzão e severo a um homem que não tem nada disso. Para terminar o quadro, os óculos de sol. Também a forma como os tira para falar e depois franze o sobrolho e fica com os olhos semicerrados é, no mínimo, ridícula. Talvez seja mesmo esse o objectivo de quem idealizou a personagem. Não é por isso que tenho ou temos de apreciar.
"A economia europeia está cada vez melhor e, apesar de a inflação estar sob controlo, o Banco Central Europeu (BCE) não quis arriscar e voltou a aumentar a sua principal taxa de juro, para abrandar o consumo e, portanto, o risco de os preços subirem.
É uma má notícia para Portugal, cuja economia só agora dá sinais de recuperação e que precisa de juros baixos para estimular o magro investimento empresarial.
Também para as famílias, a sétima subida da taxa directora do BCE desde Dezembro de 2005, para 3,75%, implica prestações mais altas ao banco.
E Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, deixou antever que as subidas vão continuar.
O aumento da taxa directora do Banco Central Europeu só tem reflexo directo junto dos bancos que lhe compram dinheiro, mas o seu impacto alastra-se até atingir o consumidor os bancos têm que pagar mais pelo dinheiro, logo aumentam também a taxa de juro praticada nos empréstimos que fazem uns aos outros, a uma taxa bem conhecida dos portugueses: a Euribor.
Como a taxa de juro do crédito à habitação da maioria das famílias ou dos depósitos a prazo sobe e desce consoante o andamento da Euribor, mais cedo ou mais tarde as mexidas pelo BCE têm impacto nas contas dos consumidores.
No caso dos empréstimos, esse impacto vem mais cedo, já que os bancos costumam fazer subir a Euribor ainda antes de o BCE oficializar aumentos nas suas taxas."
Depois de ler esta notícia no JN, fico a perguntar-me se algum dia vou entender alguma coisa de economia.
A Europa está de boa saúde financeiramente e isso faria prever algumas melhorias para o bolso de todos os europeus mas, vá-se la saber porquê, a principal taxa de juro do Banco Central Europeu aumentou e deve aumentar mais.
Não deveria ser ao contrário?
Alguém é capaz de me explicar porque é que se aumentam as taxas de juro e se pede para os cidadãos apertarem o cinto quando se avizinha uma crise e se aumentam as taxas de juro e se pede para os cidadãos fazerem sacrifícios quando a situação é positiva e melhorou?
O canal público português exibiu os jogos do FC Porto e do Benfica e não se pode dizer que tenha sido feliz.
Não foi feliz porque os resultados foram negativos, não foi feliz porque os senhores do relato já devem ter perdido a "pedalada" e não foi feliz com a escolha dos comentadores. Vamos por partes. O FCP pareceu começar bem contra o Chelsea mas acabou por sucumbir perante os poderosos ingleses do "Special One". Os relatadores da "bola" em Portugal deviam parar de ser tendenciosos. Parece que são sempre os mesmos jogadores a serem bons e sempre os mesmos a serem maus. De uma vez por todas, há que perceber que nem sempre o Pepe joga bem e o Quaresma nem sempre é fantástico! No caso dos "encarnados", logo no início ouvi o comentador dizer que Pauleta tinha "aproveitado o contacto" com Léo e se tinha "deixado cair". Nas imagens surge o lateral-esquerdo do Benfica a colocar o braco à volta do avançado português do PSG e a virar o açoreano. Tendencioso, diria eu. No final do jogo, Simão disse qualquer coisa como "fomos fantásticos, estivémos muito bem e jogámos muito bem". Então como é que perderam? Será que o Simão não reparou que o Benfica entrou bem e depois relaxou e não fez nada para ganhar o jogo? E será que os senhores da RTP, sempre preocupados em elogiar os clubes portugueses, não se lembraram que o PSG está actualmente em risco de descer de divisão, encontrando-se em 18º lugar?
Estávamos nos anos 80 e em Portugal pontificavam dois gigantes nas balizas dos clubes da 2ª circular. Um deles, de gigante só tinha a vontade. O pequeno, franzino e dono de uma farfalhuda bigodaça, Bento, que guardava a baliza das águias como um leão, faleceu ontem. De todos os lados chegaram elogios, até de Platini. Jesualdo Ferreira, diz-se, chegou a chorar, e os seus maiores adversários em frente à baliza, como Fernando "Bi-Bota" Gomes ou Manuel Fernandes recordaram o talento de Manuel Galrinho Bento, o Homem de Borracha, como o chamaram. Manuel Fernandes protagonizou um dos lances mais invulgares da carreira de Bento.
Sem qualquer intenção de desrespeitar um dos grandes senhores do futebol português, fica a frase (da minha autoria): "Depois de Bento ter arrumado as luvas, agora bateu a bota".
Porque tudo o que é dito é dispensável... Porque tudo o que é escrito é dispensável...
Este é um blog onde se fala a sério e se brinca. Quem não goste de ironia ou sarcasmo que feche esta página rapidamente! Aqui ninguém tem razão. Eu não pretendo estar certo, pretendo observar e pretendo fazê-lo de uma forma atenta e crítica...de uma forma dispensável.